16
maio
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Todos estão preparados para adaptação curricular?


por Malu Melo

Hoje em dia, felizmente, tem muitos alunos com deficiências nas escolas públicas e particulares, já faz há alguns anos que eles não ficam mais escondidos em casa sem ter o que fazer, atualmente eles contam com serviços especialmente direcionados para eles, tanto na área da educação e da saúde.

Os alunos com qualquer necessidade especial sejam eles com deficiência Intelectual, transtornos ou outra deficiência múltipla ou física, necessita de uma adaptação no currículo. E será que as escolas, os profissionais estão preparados para fazer esta adaptação de fato?

Antes de qualquer coisa, é primordial e imprescindível fazer uma avaliação diagnóstica com o aluno, uma boa sondagem dará base para a preparação da adaptação curricular, antes, porém, é preciso valorizar o que o aluno traz consigo, sua bagagem pode ser o ponto de partida, pois o seu conhecimento é importante. O laudo médico, claro, é também importante, mas será que ele deve ser mais valorizado que o aluno? O laudo é o ponto final para definir se o aluno vai aprender ou não?

Acredito que o laudo é importante sim, mas não mais importante que o aluno, pois com o laudo em mãos, os educadores podem buscar informações sobre o que significa tal CID que meu aluno tem, saber de algumas características que eles possuem, mas que as vezes não nos auxilia em sala de aula.

O nosso olhar deve estar voltado para aquilo que o aluno já consegue fazer, a partir daí poderemos potencializar algumas habilidades e planejar outras para que a aprendizagem aconteça de uma maneira saudável e prazerosa. Traçar metas e fazer avaliações de tempos em tempos garante a validação da aprendizagem.

O trabalho de adaptação curricular, não deve acontecer de forma isolada, os educadores deveriam contar com uma equipe, e esta deveria se afinar para traçar metas e fazer registros e relatórios periódicos fazendo análises e comparando os resultados para futuros planejamentos da adaptação ou mesmo da flexibilização do currículo.

O importante mesmo é saber enxergar o aluno e valorizar, independente da sua necessidade e da adaptação, a pedagogia deve estar além de diagnosticar e pontuar apenas as dificuldades e, sim saber entender e ressignificar o ensino aprendizagem.

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Malu Melo é Graduada em Pedagogia na Faculdade UNOPEC de Indaiatuba, Pós-Graduada em Psicopedagogia Clínica no Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio – Ceunsp, em Itu, e Especialização em Educação Especial na Unifac Botucatu.

Atende na Clínica Raia



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