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Terapia Comportamental no tratamento da Fobia Social


Por Érica Lopes

Entre as opções existentes dentro da psicoterapia, a terapia cognitivo-comportamental é o tipo mais comum de aconselhamento para a ansiedade característica da fobia social.

O transtorno de ansiedade social, conhecido como fobia social ou sociofobia, é um transtorno ansioso descrito no DSM-IV, caracterizado por manifestações de alarme, tensão nervosa, medo e desconforto desencadeado pela exposição à avaliação social. Muitas vezes confundida com timidez, tendo como diferença é que a fobia social incapacita e provoca bastante sofrimento e prejuízo na rotina diária do individuo, que sofre quando precisa interagir com outras pessoas.

Devido essa confusão com timidez muitos sofrem a vida inteira sem saber que tem um transtorno e além de não ter um tratamento adequado, muitas vezes chegam ao ponto de não ter qualquer tipo de contato social e consequentemente passa por situações traumatizantes como isolamento em diversos âmbitos: escolar, profissional e familiar.

Os indivíduos com fobia social são excessivamente preocupados com a opinião dos outros em relação a seu respeito e suas ações.  Possuem pensamentos extremamente negativos que são decorrentes do medo excessivo, como também vários sintomas físicos e comportamentais.

Em relação ao tratamento existem diversas formas de psicoterapia e outros tratamentos coadjuvantes como o uso de medicamentos.

Dos tratamentos psicológicos, atualmente, a terapia cognitivo-comportamental é a que vem recebendo maior atenção dos pesquisadores e clínicos no tratamento da fobia social, pois esta forma de psicoterapia mostrou-se eficaz e com efeitos terapêuticos duradouros (Lincon et al. 2003; Otto, 1999; Dyck; 1996; Butler et. al., 1984, citados porD’El Rey & Pacini, 2005, p.232).

É um tipo de psicoterapia que costuma surtir muito efeito na qualidade de vida devido às intervenções focadas no resultado.

Na terapia o paciente aprende a reconhecer e transformar os pensamentos negativos em positivos, desenvolvendo habilidades de enfrentamento.  De uma forma saudável e natural o paciente é constantemente exposto a situações sociais que lhe causam insegurança e medo. Na visão comportamental o enfrentamento é essencial para desenvolver habilidades e adquirir confiança para lidar com situações aversivas.

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Erica Lopes Tinoco é Psicóloga Comportamental e atende na Clínica Raia



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